7 livros de logística para você ler ainda este ano

    Quem deseja se desenvolver e se tornar um profissional excelente de logística, precisa se atentar às novidades e boas práticas de mercado. Existem algumas formas de fazer isso: uma delas é participar de eventos de transporte e logística e a outra é ler livros do setor. Separamos 14 livros de logística para te ajudar nessa caminhada:

    1 – Logística: o último rincão do marketing

    Disponível em versão online, este livro de logística abre uma nova porta para entender a logística de forma simples e exemplificada em toda sua extensão. O autor, e também fundador e CEO do TruckPad, Carlos Alberto Mira, é formado em Economia pela FAAP e atuou na direção de grandes empresas como ASLOG, SETCESP e NTC & Logística, e por isso, trata do assunto com propriedades teóricas e práticas.

    O leitor pode esperar um conteúdo completo sobre como a logística pode ser considerada uma importante estratégia de marketing para alcançar, encantar e fidelizar clientes. Além do mais, entender como a estrutura de operação da empresa impacta em resultados de vendas. Dividido em 28 capítulos, o livro aborda temas desde as origens da logística no Brasil, conceitos, operadores logísticos, armazenagem, e-commerce, previsão de vendas, ciclo da vida do produto e outros fatores essenciais para praticar uma logística com o menor índice de erros possíveis.

    2 – Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/ Logística Empresarial

    Já em sua 5ª edição, Ronald H. Ballou apresenta com clareza neste livro os aspectos operacionais, táticos e estratégicos da cadeia de suprimentos e logística empresarial. Dedicado aos gerentes de logística e de cadeia de suprimentos, o conteúdo mostra aplicações práticas relacionadas ao tema.

    Este livro de logística contém exemplos, exercícios e estudos de casos. Em versão física, o livro contém um CD-ROM com programas didáticos de computador direcionados à soluções de problemas de previsão de demanda, localização de instalações e roteirização de veículos e dimensionamento de estoques.

    Aborda também outras tendências como internacionalização, globalização dos negócios e integração da cadeia de suprimentos.

    3 – A loja de tudo: Jeff Bezos e a Era da Amazon

    Eleito o livro do ano em 2013 pelo Financial Times, a obra conta a trajetória do site mais popular de vendas no mundo: Amazon.com. O autor, Brad Stone, capta cada mínimo detalhe da história que leva o leitor a vida de Jeff Bezos, o fundador da Amazon, desde sua infância, estimulada por uma criatividade além de sua idade, programas de incentivo e a excelência intelectual notada pelos pais, professores e alunos desde muito cedo.

    A linha do tempo de infância, crescimento e ascensão da empresa é essencial para entender como Eric Schmidt, presidente executivo do Google, e também concorrente declarado da Amazon, consegue afirmar: “Para mim, a Amazon é a história de um fundador brilhante que promoveu pessoalmente a concretização de sua visão”.

    Nessa leitura você irá entender como a visão estratégica e competitiva de Jeff Bezos foi capaz de tornar possível um processo logístico altamente eficaz, com entregas onlines em segundos e entregas físicas em apenas dois dias (para o plano Amazon Prime). Outros pontos também são abordados neste livro de logística, como alguns costumes peculiares internos da empresa de Bezos, o que com certeza é um dos diferenciais para o processo crítico de cada funcionário que reflete nos resultados da Amazon.

    4 – 350 dicas para gerenciar seu armazém: almoxarifado, depósito, centro de distribuição

    Esse é um livro de logística para os gerentes, líderes de equipe, supervisores e todos os profissionais envolvidos com a área que querem colocar as dicas em prática.

    Apesar do título abordar logística de armazenagem, ao longo dos capítulos o conteúdo também aproxima do leitor de outros temas como contratação de funcionários, segurança na empresa, tecnologia da informação, treinamento, estratégia, gerenciamento corporativo e da carreira.

    No decorrer da leitura, o autor Ken Ackermam apresenta diversos artigos que facilitam a compreensão da logística de armazenagem. Ao final, o livro oferece uma série em formato de checklists com os assuntos tratados, e dessa forma posiciona o leitor para uma capacitação eficaz de melhorias nas operações.

    5 – Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento

    Esse livro de logística é baseado em operações reais com vários casos ocorridos em diferentes setores da atividade. Além de reunir referências da logística e gerenciamento, também capacita o leitor no conceito, metodologia e evolução do Supply Chain (ou cadeia de abastecimento).

    A 3ª edição, lançada em 2016, aborda experiências bem-sucedidas de grandes empresas brasileiras como Volkswagen, Avon, Nivea, Magazine Luiza, e outras.

    Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento” aborda as melhorias de qualidade e no tempo de entrega do produto, reduções nos custos, carga tributária e giro de uma determinada mercadoria, aliada à competitividade de mercado e corresponder a satisfação do cliente.

    6 – Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégias para a redução de custos e melhoria dos serviços

    A primeira edição deste livro de logística foi escrita em 1997, mas o autor transmite ideias ainda atuais. Apesar de mais de 20 anos de publicação, o livro aborda assunto relevantes, como a exigência de agilidade da cadeia de suprimentos para acompanhar a previsibilidade do ambiente de negócios.

    Além de conter reflexões atualizadas sobre gestão e demanda, o material fundamenta tudo por meio de previsões e estudos de casos. É um livro  de logística que tem o objetivo de garantir lucratividade nos negócios e vantagem competitiva.

    7 – Gestão logística do transporte de cargas

    Em níveis empresariais e institucionais, este livro de logística apresenta uma visão didática e científica dos problemas na gestão do transporte de cargas. Foi escrito por 13 colaboradores e 2 autores, que contextualizam o transporte como o principal componente da logística e também como o fator determinante para a redução dos custos das empresas.

    O conteúdo é indicado para gestores das áreas de economia dos transportes e gerenciamento logístico, além de alunos de cursos como o de Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia de Transportes, Planejamento Urbano e Regional, Economia e Administração de Empresas.

    Na leitura é possível acompanhar estudos de transportes que desenvolveram conhecimentos para aplicação em diversas áreas, que passam desde as especificidades mais técnicas dessa atividade até o aprofundamento da visão logística dos transportes.

    Entenda a tabela de frete da ANTT

    A paralisação dos caminhoneiros de 2018 mostrou alguns reflexos, além das prateleiras vazias no mercado e o preço assustador dos produtos disponíveis: um novo acordo entre o governo para melhorar o remuneração da categoria.

    Trata-se de uma tabela com preços mínimos fixados pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestres) para as cargas lotação, ou seja, aquelas que ocupam a totalidade da capacidade de carga do veículo. Baseada nos levantamentos dos principais custos fixos e variáveis, essa tabela foi estabelecida para o mercado de fretes do país através da Resolução nº 5.820, de 30 de maio de 2018 e sancionada pela lei nº 13.703, de 8 de agosto de 2018

    A tabela de frete da ANTT tem validade até 20 de janeiro de 2019. Nos próximos anos serão anunciados nos dias 20 de janeiro o acordo com a medida provisória, e no dia 20 de julho a resolução final, de cada ano, sendo válidas para o semestre em que forem editadas.

    Os valores como pedágio, Substituição Tributária, imposto de renda etc, bem como as despesas com seguro do veículo deverão ser considerados caso a caso, pois dependem do perfil de cada transportador ou da operação de transporte.

    Qual a metodologia a ANTT usou para elaborar as tabelas de preços mínimos?

    Os valores das tabelas foram elaborados conforme as especificidades das cargas, sendo divididas em: carga geral, a granel, frigorificada, perigosa e neogranel. Os custos fixos e variáveis do transporte de cargas fazem parte do cálculo. Além disso, os quilômetros rodados e a quantidade de eixo carregado também foram relevantes para encontrar o preço mínimo fixo apresentado também pela tabela de frete da ANTT.

    Custos fixos

    Os custos fixos são aqueles ligados diretamente ao veículo, e que não variam a cada km rodado, mas sim em função do tempo. Isto é, continuam existindo mesmo com o veículo parado e devem ser pagos por mês, independentes de estar rodando ou não nas estradas.

    • Depreciação de veículos;
    • Remuneração de capital;
    • Licenciamento, IPVA e Seguro Obrigatório;
    • Seguro do Casco do Veículo;
      Tributos incidentes sobre o veículo.
    • Custos variáveis

    Os custos variáveis são aqueles diretamente ligados às viagens feitas e variam de acordo com o que a frota roda. Os custos variáveis que um veículo pode ter são os seguintes:

    • Combustível;
    • Arla 32;
    • Pneus;
    • Manutenção do veículo;
    • Peças, acessórios e materiais;
    • Lubrificantes;
    • Lavagens e graxas.

    O valor de pedágio já está considerado na tabela?

    Não, o segundo parágrafo do Art 2 da Resolução nº 5.820 regulamenta que quando houver pedágios no percurso da prestação do serviço de frete, o valor deverá ser acrescentado. Ou seja, será necessário pagar seja ao motorista autônomo ou a transportadora o valor do frete estipulado pela tabela de frete da ANTT mais o vale-pedágio.

    O que pode acontecer se o embarcador não usar a tabela de frete da ANTT?

    Se o embarcador não pagar o frete conforme a tabela da ANTT estará sujeito a multa. De acordo o artigo 5 no parágrafo 4º da lei nº 13.703, a penalidade financeira consiste no pagamento do dobro da diferença do frete, descontando o valor já pago. Por exemplo, um serviço de transporte que custa pela tabela de frete ANTT R$10.000,00 e o transportador pagou apenas R$ 7.000,00 entre adiantamento e saldo, deixa um débito na diferença de R$ 3.000,00. Neste caso, a multa a ser paga seria de R$6.000,00 pelo o descumprimento.

    Como devo usar a tabela de frete da ANTT para fazer o cálculo?

    O TruckPad criou uma ferramenta simples e fácil que calcula o preço mínimo do frete com base nas especificações da tabela de frete da ANTT. Para ter acesso a ela, basta acessar esse link.

    QUERO A FERRAMENTA DE CÁLCULO DE FRETE MÍNIMO GRÁTIS

    Mas, se você preferir fazer o cálculo manualmente, deverá seguir alguns passos:

    • Identificar qual o tipo de carga do frete e utilizar a tabela compatível na Resolução 5.820 (carga geral, carga a granel, carga frigorificada, carga perigosa ou neogranel);
    • Identificar em qual faixa da tabela se encontra;
    • Conferir a distância da operação do frete;
    • Identificar o preço correspondente;
    • Obter o valor mínimo da viagem.

    Como manter margens de lucro ao trabalhar com preços tabelados e com pouco espaço para negociação?

    A tabela de fretes da ANTT aliviou o lado dos transportadores de carga, mas muitos embarcadores têm visto o momento com maus olhos. De fato, as indústrias estão em uma fase difícil, mas é possível olhar a mudança com uma boa perspectiva.

    Se antes as negociações eram às cegas agora são informações de acesso geral e o cálculo é feito de forma padronizada. Assim, o embarcador consegue evitar custos extras embutidos sem justificativa legítima por parte do transportador e os preços de fretes tabelados podem virar uma espécie commodity.

    Há de se considerar ainda que, já que não poderá influenciar muito no preço do frete, o embarcador terá como alternativa exigir um maior profissionalismo e qualidade na entrega do transportador, o que deverá tornar o setor mais hábil e eficiente.

    Para quem é válida a tabela de frete da ANTT?

    É obrigatório o uso da tabela de frete da ANTT  tanto para o serviço de transporte de carga lotação do Transportador Autônomo de Cargas (TAC) quanto para as Empresas de Transporte de Cargas (ETC). A tabela de frete da ANTT tem a intenção de promover em condições razoáveis os fretes em todo o território nacional, de forma a proporcionar adequadamente a retribuição ao serviço prestado.

    Dicas para escolher a transportadora ideal

    Selecionar os melhores fornecedores para a sua empresa é fundamental para obter sucesso. Isso não é diferente no caso dos transportes rodoviário de cargas. Para tornar as operações mais ágeis e econômicas, algumas companhias optam por contratar os serviços de outra organização. A estratégia é bastante interessante. Ao terceirizar algumas de suas tarefas, os funcionários e os gestores podem focar nos principais objetivos da companhia. Além disso, há uma economia, já que há uma grande redução de gastos.

    Contratar os serviços de outra companhia é algo delicado e merece muita atenção. Para evitar futuros problemas, é necessário analisar algumas questões antes de assinar o contrato com uma transportadora ou operador logístico, por exemplo, como custo-benefício, frota e tecnologias oferecidas, além dos valores e da reputação da empresa. O TruckPad preparou uma lista com diversas dicas que vão te ajudar a encontrar o melhor fornecedor de transporte rodoviário de cargas para a sua organização.

    Pesquise a reputação da empresa

    A reputação de uma organização é algo muito importante, por isso, antes de contratar os serviços de qualquer companhia, é fundamental buscar saber mais sobre a imagem dela. Pesquise o que os outros consumidores costumam falar dela na internet e quais são os valores que norteiam a empresa. Caso você não tenha referência de conhecidos, uma dica é procurar pela empresa no site Reclame Aqui. Lembre-se: quando você contrata os serviços de um terceiro, estará associando a imagem da sua organização a ele.

    Entenda o foco e o posicionamento do seu fornecedor

    As empresas podem ter posicionamentos e segmentações diferentes. Na prática, isso significa que elas podem falar com públicos de diferentes idades, interesses, regiões, entre outras questões.

    O posicionamento refere-se a forma como a organização quer ser lembrada pelo mercado e pelos consumidores. Para que isso aconteça, todas as ações da empresa devem refletir esses valores. A segmentação relaciona-se com o público-alvo da empresa. Por exemplo: um fornecedor de transporte de cargas pode ter como posicionamento levar cargas pelo sudeste do Brasil de forma prática. Outros optam por ser os mais baratos em entregas last mile (responsáveis pelo último transporte até o consumidor). Há ainda transportadoras que trabalham apenas com o transporte de cargas de valor, como joias, ouro e pedras preciosas.

    Conheça seu fornecedor

    Outra dica essencial é buscar conhecer ao máximo seu possível fornecedor no transporte de cargas. Saiba quem são os funcionários que poderão te ajudar e quais são os principais canais para se comunicar com eles. É interessante conhecer os processos da outra empresa e a rotina do fornecedor também.
    Antes de contratar o serviço, não deixe de testar o atendimento da empresa terceirizada. Ligue para a companhia, verifique como os funcionários te atendem e buscam resolver os problemas.

    Compare o custo-benefício

    Peça orçamentos para diferentes fornecedores, mas é importante destacar que você não necessariamente deverá escolher o que cobrar mais barato. Antes de tomar qualquer decisão, converse com todos para entender quais serviços e tecnologias eles vão oferecer para a sua empresa.
    Organize uma lista com os pontos positivos e negativos de cada um deles e, depois, compare. Com isso, você conseguirá tomar uma decisão mais estratégica e assertiva.

    Busque conhecer a frota e os recursos disponíveis

    Para fazer o transporte de cargas com segurança e qualidade, é importante que o fornecedor tenha uma frota adequada. Assim, antes de contratar uma empresa, busque conhecer a frota presencialmente para ver se os veículos estão em condições perfeitas de funcionamento. Algumas indústrias exigem também que o caminhão esteja com a aparência bem conservada. Se você tem clientes com esse perfil, é fundamental analisar isso antes de escolher o fornecedor e deixar claro essa exigência mesmo depois do contrato assinado.
    Outro ponto importante são os recursos e softwares que serão oferecidos à sua empresa. Existem diversos programas que facilitam a comunicação entre as equipes, permitem a gestão de rotas e remessas, organizam o melhor itinerário dependendo da data e do horário etc. Com esses serviços, a viagem da carga fica mais segura e monitorada.

    Contrato assinado: o que fazer agora?

    Confiança é a palavra-chave

    A parceria entre a empresa e o fornecedor no transporte rodoviário de carga é fundamental para que a operação ocorra com qualidade e segurança. Para isso, é necessário que exista uma confiança mútua, que envolve a troca de informações e dados. Isso é importante para o aprimoramento e controle do processo. Fique atento a esses dados e busque melhorar a operação o máximo possível ao lado da companhia terceirizada.
    Gerencie e acompanhe a performance do seu fornecedor

    É muito importante analisar a performance do seu fornecedor e acompanhá-la ao longo do tempo. Para isso, você pode criar KPIs ou Indicadores-Chaves de Desempenho (do inglês, Key Performance Indicator), que correspondem a valores quantitativos (números ou porcentagens) que permitem entender melhor a qualidade do serviço prestado.

    Alguns exemplos de indicadores para acompanhar a performance do transporte de carga da transportadora contratada pela sua organização são:

    • Tempo de carga e descarga;
    • Taxa de giro do caminhão (O KPI mede o tempo médio entre a chegada do veículo e a sua saída);
    • Incidência de avarias;
    • Percentual de entregas ou coletas realizadas no prazo;
    • Pedido perfeito (Percentual de pedidos entregues no prazo negociado, sem avarias e sem problemas com documentação fiscal);
    • Aproveitamento da capacidade de carga útil do caminhão (Percentual que mede a utilização da capacidade de carga do veículo);
    • Tempo do ciclo de logística reversa (Taxa que mede o tempo decorrido entre a identificação do material como parte do fluxo reverso e o seu devido encaminhamento para estocagem, troca, conserto, descarte);
    • Custo de transporte como % das vendas (O KPI analisa a participação dos custos totais de transportes sobre a receita de vendas da organização).